As peças da vida…

Sói acontecer de culparmos a vida por tudo quanto somos nós os culpados.
 
De separações de casais – e famílias -, passando por escolhas políticas, nossa maior competência é ter, sempre, uma desculpa; via de regra, jogando a culpa nos outros, ou na vida. Os mais adeptos das divindades gostam de deuses como causa e fim de tudo para explicar as peças da vida… E, com isso, eximirem-se das culpas “abraâmicas”…
 
Se há algo que diferencia o animal humano dos demais, esse algo é o fingimento, a hipocrisia.
 
Como sociedade, estamos todos expiando a culpa dos outros. Ninguém é culpado. Eu queria tirar a Dilma, mas não queria o Temer. Eu queria o Aécio só para tirar a Dilma, mas não tenho bandido de estimação. Aliás, dou-me o direito de me defender alegando que “juro que não sabia que Aécio é o maior bandido desse país”.
 
Não por outra razão as panelas calaram. Tempo chega em que até os hipócritas se calam… À esquerda e à direita…
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Luiz Afonso Alencastre Escosteguy

Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão Pública e servidor do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

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