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Tarifa Zero e Marchezan. Ou, parece de que nada adiantou os 20 centavos…

O atual comandante de Porto Alegre não foge à regra dos últimos oito anos e cede a um dos grupos donos de Porto Alegre, o pequeno grupo de donos do transporte público: acabou com a gratuidade pela segunda passagem de quem a usa para trabalhar.

Uma pequena parcela de pessoas usava a tal “benesse” (em torno de 13% – aqui).

O outro grupo que manda em Porto Alegre é frontalmente contra a Tarifa Zero, pois um dos princípios para a sua implantação é a cobrança diferenciada de IPTU: beneficiários de zonas comerciais e de serviços – e, portanto, de maior fluxo de transporte coletivo – pagariam um IPTU maior para cobrir o custo do transporte.

Não querem, é claro.

O que vemos hoje, em Porto Alegre, é a dominação da especulação imobiliária somada à precarização do transporte público.

Condomínios e shoppings são erguidos em quase cada esquina. Lugares nunca antes imaginados agora ostentam prédios de 20 andares. A avenida Tarso Dutra é recente exemplo. Pouco falta para lotearem o Jardim Botânico (a depender do cabra macho italiano que comanda o estado, já estaria loteado). Acabo de visitar a mais nova filial de tradicional casa tipo “aqui tem de tudo” de Porto Alegre. Em magnífico prédio comercial na descida da Tarso Dutra (III perimetral).

Em menos de cinco anos, o que era zona protegida virou zona.

E Marchezan acaba de acabar com o pouco que ainda restava para os poucos trabalhadores.

É, parece que não adiantou nada os tais de 20 centavos…

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Luiz Afonso Alencastre Escosteguy

Bacharel em Administração de Empresas, Especialista em Gestão Pública e servidor do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

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