Palavra do Dia: #I/2023 – Ostracismo

I – I – III EL Primeiro dia do primeiro ano da Terceira Era Lula. Confesso que fiquei em dúvida para escolher a palavra do dia: ostracismo, psicopatia ou sociopatia? Preferi ostracismo por ser uma espécie de condenação. Algo que psicopatas e sociopatas, a exemplo do cidadão que abandonou o cargo e fugiu do país às vésperas do término do mandato, merecem. Ostracismo – punição aplicada na Grécia antiga aos cidadãos, em geral políticos, que atentassem contra a democracia, as liberdades públicas e contra a própria sociedade – era o banimento, o exílio, por um período de 10 anos. Modernamente, assumiu, também, o sentido de esquecimento. Ao ostracismo devem ser relegados os chamados “seguidores raiz”, uma parcela ínfima dentre todos os seguidores do dito “fujão”. Sim, são poucos, pois a imensa maioria é composta apenas de pessoas que foram induzidas ao ódio contra o Lula, ao PT e a tudo quanto ele havia representado para o país. Esses são curáveis. O tempo, a compaixão e o amor farão com que esqueçam o ódio e se reintegrem aos seus e à sociedade. Muita gente defende a prisão para o dito senhor. Nem que seja para poderem se referir a ele com a mesma palavra usada para rotular Lula: prisioneiro. Ok, faz sentido para as pessoas, mas nenhum para ele. Psicopatas e sociopatas – no caso em particular a soma – pouco se importam com isso. E, pelo andar da carruagem dos inquéritos em andamento, se condenado fosse, se lhe seria oferecida a possibilidade de pagar com cestas básicas. Vejam que a última notícia é de que a Polícia Federal concluiu que o cidadão teria comentido “incitação ao crime” e “contravenção penal”. No primeiro caso, de três a seis meses de prisão e, no segundo, pagamento de multa. Nadica de nada. Não vai para a cadeia. E pior, viraria mártir inclusive para os que já estão dispostos a esquecê-lo. E inflamaria ainda mais os “raízes”, os tais apelidados, com toda propriedade, de “patriotários”, mantendo a vida pública do cidadão em alta, estimulando, sorrateiramente como é do seu feitio, atos terroristas e sabe-se lá mais o quê! Devemos esquecer essa gente e seu lider, seu mito. Devolvê-los ao lugar de onde nunca deveriam ter saído: o limbo, o brejo. O banimento foi absolutamente proibido pela Constituição Cidadã. Uma pena, pois já que se encontra em terras do Tio Sam, por lá poderia ficar pelo resto da sua – como sempre foi – inútil vida. Assim que, melhor será eliminar de todo qualquer referência a esse período e a tudo o quanto representou de mal para o país e para o povo. Ostracismo. Para o mito, família e seguidores.
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Luiz Afonso Alencastre Escosteguy

Apenas o que hoje chamam de um idoso. Parodiando Einstein, só uma coisa é infinita: a hipocrisia. E se você precisou saber meu "currículo" para gostar ou não do que eu escrevo, pense bem, você é sério candidato a ser mais um hipócrita!

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