Sexista e discriminatória


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Há momentos em que, por mais que não queiramos, a estupidez humana realmente se torna mais que infinita, como dizia Einstein.

É o recente caso do comercial estrelado por Gisele Bündchen para a fábrica de lingeries Hope. Nem bem começou a ser veiculada, já é alvo de ataques do fundamentalismo. E da pior espécie de fundamentalismo, aquele que se encobre sob a capa das “políticas públicas de proteção…”.

Deveríamos esperar – ao menos penso que é o que se espera – de alguém que foi alçada ao posto de Ministra da República, mesmo que apenas chefe de uma Secretaria com status de ministério, que usasse de um atributo fundamental (e que parece em falta no Brasil) que é a ponderação.

Ponderar é refletir, buscar o equilíbrio. Ponderar requer calma e, principalmente, analisar todos – ao menos um número grande – os aspectos envolvidos, inclusive o EFETIVO impacto que a campanha teria no público. Mas parece que não foi isso que a Ministra fez. Tomada de impulsos quixotescos na sua batalha em defesa da honra e da dignidade das mulheres brasileiras, sequer ponderou que os efeitos seriam mínimos, pois é de máximos que nossa sociedade anda farta: máximo de pobreza, máximo de corrupção, máximo de falta de segurança e de saúde…

E, também importante, sequer ponderou que somos um povo formado por 76% de analfabetos funcionais, que mal e porcamente conseguem entender uma frase que lêem, que dirá as supostas mensagens de “sexismo” e “discriminação” apontadas no comercial.

Tomou armas com seu Sancho, a Coordenadora Nacional do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher, Carmen Hein de Campos, e pediu a suspensão do comercial. Claro que será seguida por um exército…

Se a Ministra e seu séquito tivessem por hábito ponderar, com certeza chegariam a conclusão de que é pela luta por um novo modelo de educação que mudaremos o que pode ser uma característica arraigada nos brasileiros.Não bradando lanças contra calcinhas…

Parodiando Einstein, apenas duas coisas são infinitas: a estupidez humana e a hipocrisia. E eu tenho certeza que as duas são verdadeiras.

 

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Luiz Afonso Alencastre Escosteguy

Apenas o que hoje chamam de um idoso. Parodiando Einstein, só uma coisa é infinita: a hipocrisia. E se você precisou saber meu "currículo" para gostar ou não do que eu escrevo, pense bem, você é sério candidato a ser mais um hipócrita!